Grupo Andança e a importância da dança no ambiente escolar
  • Preto e Branco e Colorido, do Grupo Andança
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  • Julcélio Nobrega | FOTO: Divulgação
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O grupo, que partiticpou do Festival de Vídeos de Dança Na Ponta do PÉ, surgiu em 1995, no Colégio Marista São Luís (Recife) 

Beatriz Branco, Giuliana Lira, Juliana Alves, Maria Luiza Varela e Manuela Aquino. Esses são os nomes que dão vida a Preto e Branco e Colorido, videodança que participou do nosso Festival de Vídeos de Dança Na Ponta do PÉ (realizado em dezembro). Elas fazem parte do Grupo Andança, que surgiu em 1995, no Colégio Marista São Luís, localizado no Recife (PE).

A equipe é composta por alunas da instituição e todos os anos têm alteração no elenco, mas por ter nascido na escola, isso faz toda a diferença para as bailarinas. “Considero a dança no ambiente escolar algo essencial na formação dos educandos, devendo a dança ocupar um espaço de extrema importância e com objetivos muito claros de levar consciência crítica, despertar para a arte da dança e acima de tudo dialogar com o mundo sobre temas pertinentes na formação de valores humanos”, explica o coreógrafo do grupo, Julcélio Nóbrega.

E foi pensando em usar a dança como forma de expressão que surgiu “Preto, Brancos & Colorido”, que concorreu no nosso festival, ficando entre os vídeos mais curtidos – oitavo lugar (júri popular). O trabalho aborda, no primeiro momento (Preto e branco), uma reflexão acerca dos valores capitalistas que coloca sempre o dinheiro e o “ter” em primeiro plano em detrimento do “ser” e do lado mais humano. No segundo momento da coreografia (Colorido), a obra mostra o desejo de uma realidade a ser alcançada, que seja leve, colorida e diversa e onde o lado humano seja de fato respeitado com dignidade em suas diferenças e peculiaridades.

“Escolhemos assuntos e temas que acontecem ou estão em pauta na nossa realidade atual. No caso desse trabalho, abordamos questões éticas acerca da corrupção em plena época de pandemia, onde muitas vezes o capital e a sórdida ganância por dinheiro sobrepõe as vidas humanas. Querer lucrar um dólar por vacina comprada e atrasar o processo de vacinação em nosso país custou milhares de vidas e isso nos tocou profundamente! Decidimos levar essa questão para a nossa videodança de forma crítica, mas ao mesmo tempo, finalizar de maneira leve e ‘colorida’, deixando no ar a esperança de que com arte, informação e ciência, viveremos um futuro onde a diversidade, o amor e a compaixão serão valores primordiais na nossa sociedade sobretudo nas esferas de poder”, revela Julcelio.

Sobre o que levou o profissional a trazer essa temática para esse trabalho, ele continua falando sobre seu pensamento. “Então me perguntei ‘como podem ser tão cruéis?’. Esse sentimento de revolta e perplexidade me levou a mover as bailarinas no sentido de levar essa mensagem ética e humanista além de propiciar a elas uma formação que ensina muito mais que dançar, ensina sobretudo valores que mudam nosso mundo pra melhor. Mas o que eu tinha em mente quando fui criar a coreografia? Uma coisa só. Aquilo que eu sempre penso quando início um novo projeto: ‘querer mudar o mundo, através da dança'”.

Julcélio Nóbrega

A frente do Grupo Andança desde 2012, Julcélio é graduado em Educação Física pela UFPE e pós-graduado em Dança e Consciência Corporal pela Universidade Gama Filho, além de formação em Pilates pela PhysioPilates/ Pollstar Education. Ele também carrega em seu currículo cursos de aperfeiçoamento. Esteve na Rússia em 2015 para se aperfeiçoar em balé com Ilya Kusnetsov.

“Além de dirigir o Andança, ministro aulas de balé para a turma avançada na academia de Ballet CaroLemos Dançarte, aulas de pilates como personal e também no Studio. Ocasionalmente, sempre ministro workshops em escolas de balé e também em eventos e seminários de dança. As pessoas interessadas em trabalhar ou estudar comigo poderá entrar em contato através da minha página no Instagram @julcelio”, finaliza o profissional de dança sobre sua atuação.

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Aline Antunes

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